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Vidas Passadas & Reencarnação

Vidas Passadas & Reencarnação

As Perdas

23.09.14, Projecto Alexandra Solnado

 

Hoje vamos falar das PERDAS. O que é que é uma perda? Uma perda é o seguinte: eu tenho alguma coisa durante um determinado período e depois deixo de a ter. Pode ser uma relação, um parente, uma mãe, um pai, um marido, uma esposa, um filho. Normalmente essas são pessoas que eu acho que tenho, que eu acho que são minhas, não é? E pode não ser necessariamente uma morte, pode ser uma traição, um abandono, uma desilusão,... ou alguma coisa que nos magoe muito… tudo isso são perdas. Mas não é necessário serem pessoas a provocar as perdas. Pode também ser perda de dinheiro, uma falência, por exemplo, a perda de um emprego, uma violência, ... uma mudança traumática de cidade ou país,  Na realidade, pode ser qualquer situação que nos deixa muito infelizes. Cada uma dessas coisas é considerada uma perda. Uma traição é uma perda, um abandono é uma perda, um julgamento é uma perda, e por aí adiante.  

 

Para mim, a maior perda que tive na vida foi a doença da minha filha. E foi na sequência dessa doença que conheci a teoria por trás  das vidas passadas. Foi curiosíssimo. Depois que ela ficou boa, eu quis saber porque que é que aquilo tudo tinha acontecido e então comecei a fazer regressões. E foi aí que a minha vida mudou. Foi nessa altura que nunca mais nada ficou igual... porque eu entendi imensa coisa acerca da perda e de como fazer para parar de perder.

 

Vamos então começar do início. Eu atraio tudo o que é para mim, certo? E essa frase você já deve ter ouvido milhares de vezes. ...que atraímos tudo o que nos acontece. Mas porquê? Porque é que atraímos tudo? Como é que isso se passa? Se somos boas pessoas, porque é que então nos acontecem coisas más? Porque nós somos um campo energético. Somos feitos de átomos. Os átomos têm pouquíssima matéria. Uma parte esmagadora de um átomo é energia. Ora se o nosso corpo é feito de átomos, naturalmente que somos mais energia do que matéria, apesar de não se ver. E a junção desses triliões vezes triliões de átomos criam um campo magnético. Por isso, ao sermos um campo magnético, vamos atrair e repelir outras energias.

 

Cada pessoa da nossa vida tem por sua vez um campo magnético. Cada coisa tem um campo magnético. E estamos sempre a atrair e repelir pessoas, coisas, situações. Nunca lhe aconteceu de você conhecer uma pessoa e repelir essa pessoa? Ou sentir atração por ela? Nunca aconteceu você olhar para um espaço e adorar o espaço e sentir uma empatia incrível com o lugar? Tudo isso é o seu campo magnético. É o seu campo energético que faz com que você vá atrair ou repelir seja o que for. E como é que isso acontece?  Nós, na vida, sentimos imensas emoções. Positivas e negativas. E as vidas passadas não são excepção. Lá atrás sentimos coisas muito profundas, positivas e negativas. As positivas, chamam-se Bom Karma, e eu tenho um livro e um curso online em que só falo dessas heranças positivas.

 

Mas as negativas, essas dão mesmo trabalho. Pessoas que foram queimadas em fogueiras, apedrejadas, torturadas, filhos que mataram mães, todo o tipo de atrocidades. E o que é que isso tem a ver com esta vida? Tudo. Porque a maior parte essas dores não foram devidamente processadas, o personagem que fomos não fez o luto respectivo, e elas passam para esta vida. Passam em forma de energia. Poluem o nosso campo magnético. E é isso que chamamos karma. Uma dor que não teve o luto respectivo lá atrás e vem connosco para nesta vida nos dar oportunidade de limpar.  Se eu, no meu campo energético, tiver uma energia de uma vida passada remanescente, isto é, uma energia de uma vida passada que eu não consegui limpar entre as vidas, ela vai estar activa a pedir o luto. A pedir que eu reviva tudo outra vez para poder chorar o luto e libertar a dor. E ao libertar a dor, liberto a energia.

 

Agora... a questão é que isto não acontece de vez em quando, isto acontece sempre, nós trazemos imensa memória, trazemos imensas emoções de personagens que fomos nessas vidas que não conseguimos limpar. E isso acontece principalmente com os personagens mais fortes, mais resistentes que fomos. Eu posso ter sido um guerreiro, ou um grande poderoso, ou um feiticeiro, um rei ou um mendigo que morreu à fome, posso ter sido atraiçoado, ou ter sido chicoteado em praça pública, todas essas grandes emoções, elas vazam de vida para vida. Porquê? Porque se noutra vida eu não resolvi, isto é, não processei aquela dor, não entendi porque é que aquilo me aconteceu, é como se energeticamente aquele trauma, aquela emoção parasse ali. Ficasse ali estagnada. E hoje vive dentro da minha energia. Digamos que aquele personagem que eu fui vive dentro da minha energia. E então o que é que ele vai provocar? Que a minha energia atraia situações semelhantes para que eu desta vez consiga chorar, fazer o luto, limpar e principalmente desvincular. Porque na realidade a dor é um vínculo, não é? Eu estou vinculada aquela dor.

 

Por exemplo hoje pode não me estar a acontecer nada de especial, mas eu ainda estou com a dor de ontem. Isto é o quê? É um vínculo. É um vínculo àquela dor de ontem. Ora eu também posso ter um vínculo à dor de há 500 anos atrás. E o que é que eu tenho que fazer, para que não tenha que atrair situações semelhantes? Soltar essa dor, drenar essa dor, chorar essa dor, fazer esse luto. Da mesma forma que eu posso ter tido uma perda há 5 anos atrás e enquanto eu não sentir e fizer o luto, eu não vou superar, porque a única forma de superar a dor é fazer o luto, é sentar e chorar. Como diz Jesus, “senta e chora para passar depressa”. A mesma coisa se passa com algo que me tenha acontecido há 500 atrás, é igual, isto é, o personagem fica aqui dentro, sempre a atrair as mesmas situações, para que eu consiga finalmente um dia perceber isto tudo, sentar, chorar e fazer o luto. Porque no fundo a perda não é mais do que um chamamento ao luto, e às vezes a um luto antigo.

 

Porque há perdas que nos acontecem recorrentemente, não é? Há coisas que nos acontecem sempre e parece que enquanto nós lutamos contra elas, enquanto nós nos revoltamos, enquanto nós ficamos chateados, aquilo nunca deixa de acontecer. E quando nós sentamos e choramos, e aceitamos, aquilo desaparece. Porquê? Porque drena a dor. Liberta. Desvincula. E você pode dizer... “Ah, mas eu não posso aceitar que me agridam.” Tem toda a razão. Eu não estou a pedir para que aceite a situação. Não é isso que vai retirar essa energia daí de dentro. O que vai soltar essa energia, é aceitar a dor que ela provoca. Até me posso ir embora e nunca mais ver a pessoa, tipo “Ah, estás a agredir-me, eu vou-me embora”, mas tenho que aceitar a dor que isso me provoca. Eu tenho que aceitar que isso me dói. Não é hora de fazer-me de forte. Porque quanto mais as pessoas se fazem de fortes, mais travam a energia, e depois é óbvio que continuam a atrair sempre e sempre as mesmas situações. Faz algum sentido para si, isto? Para mim faz imenso sentido por todas as pessoas com perdas que eu tenho atendido aqui no projecto nestes anos todos.  

 

Resumindo. Uma perda é achar que é meu algo que a vida me emprestou, algo que eu tenho como garantido, e que de repente desaparece da minha vida. Porquê? Porque é provocada por uma energia de uma vida passada, um personagem de uma vida passada que tem muita incidência na minha energia, para que eu consiga fazer o luto. E porque é que é tão bom fazer regressões a vidas passadas? Porque é que elas mudaram a minha vida? Precisamente porque consegui ver, sentir, percepcionar, o que se passou nessa vida. Que personagem é que eu fui que continua a pedir luto. Tenho percebido ao visitar várias vidas, porque é que me estavam sempre a acontecer? Porque é que eu tinha as perdas... E essa ida lá atrás tem feito com que eu conseguisse limpar, fazer com que aquela energia desaparecesse do seu corpo, para que não tenha mais esse bloqueio no seu sistema energético e possa então deixar de atrair essas perdas e começar a atrair coisas melhores para a minha vida. Tem sido bom. Tem sido muito bom.

 

Hoje falei sobre influência das vidas passadas nas perdas, e nos próximos vídeos, vou falar sobre mais sintomas.

 

Até já.

 

Alexandra Solnado

 

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